Se você está passando por uma mudança em sua empresa, seja apenas uma automação de processos ou uma transformação de negócios, é muito provável que em algum lugar da organização você irá encontrar alguém que declare aceitar o processo, mas que no fundo não está gostando do que está acontecendo.

Sendo honesto, você provavelmente encontrará muitas pessoas, e até seus pares, que intimamente não concordam com a transformação.

Confie em mim, nem sempre a resistência será declarada aos quatros cantos da organização, mas você sentirá que as iniciativas para execução da transformação já não têm o mesmo ritmo. Este é um dos sinais silenciosos que a resistência está presente e irá fazer de tudo para você não ter sucesso.

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Resistência à transformação não é algo lógico, e da mesma forma não pode ser eliminada apenas falando sobre ela.

Inconscientemente, ela é uma forma das pessoas se protegerem e defenderem aquilo que já é conhecido por elas.

O nível da força da resistência está ligado diretamente ao tamanho impacto emocional da transformação do ponto de vista individual e coletivo das pessoas em sua organização.

Lembre-se, o que é positivo para um grupo de pessoas, pode gerar muita incerteza e estresse para outro.

Quanto mais disruptiva for a transformação, maior será a resistência que você irá enfrentar.

5 coisas que você deve saber sobre resistência

Aqui estão 5 coisas que CEOs e líderes que estejam envolvidos com o processo de transformação precisam saber sobre resistência.

# 1. O tipo de resistência reflete a sua mentalidade e de sua empresa.

Comentários como Já tentamos isso e não funcionou” ou “Isto não é para nosso mercado” são exemplos claros de resistência.

Não é preciso ser um PhD em psicologia para descobrir esses tipos de resistência.

Mas o fato é que ela é muito sutil, discreta e silenciosa e se apresenta de diversas formas que refletem a mentalidade de sua organização.

Por exemplo, uma mentalidade analítica apresentará provavelmente uma resistência analítica do tipo: “Nós gostaríamos de apoiar a sua iniciativa, mas antes queremos provas de que isto dará certo.”.

Para a mentalidade avessa ao risco, você poderá ouvir: “Bem, podemos comprar sua ideia, mas antes queremos saber o que todo mundo pensa antes de tomar qualquer ação”.

Não importa como as pessoas em sua empresa expressam a resistência, o importante é descobri-la o mais cedo possível e, então, gerencia-la.

#2. Mais comunicação não elimina resistência

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Existe um senso comum de que, se você comunicar as pessoas sobre a transformação e falar com mais frequência, você eliminará a resistência. (Pense nas crianças e adolescentes… Isto funciona?).

A verdade é que não importa o quanto você fala. Explicações lógicas e racionais não são o caminho para mostrar o porquê a transformação será boa para as pessoas.

Então, se você está passando horas em claro, sem dormir a noite, para achar o argumento perfeito que fará todos em sua empresa aceitarem a transformação, acredite: é melhor voltar a dormir.

Simplificando, apenas palavras ou declarações não são o caminho para eliminar a resistência!

As pessoas precisam ouvir, ver e sentir através do comportamento dos líderes seniores as razões da importância da transformação.

#3. A maior resistência está no médio e alto escalão de executivos e não nas pessoas da “linha de frente”

Um dos princípios fundamentais que ensino em nossa metodologia: espere o mais alto nível de resistência das pessoas que têm a motivação maior para manter as coisas como estão.

Quase sempre isto ocorre no médio e alto escalão, pois, em termo de poder e prestígio, eles são os que correm mais risco de perderem o status atual em relação ao futuro.

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Esta é uma realidade altamente problemática, porque eles são as pessoas principais que precisamos como apoiadores da transformação.

Então, o que fazer? É extremamente fundamental preparar todos os níveis de liderança da empresa, desde os executivos seniores até líderes mais operacionais.

Não há a menor possibilidade de criar um senso de comprometimentos com as pessoas nos níveis mais operacionais da organização, se os líderes são resistentes à transformação.

Transformação é algo que acontece de cima para baixo, dentro da hierarquia da organização.

#4. Resistência pode não ser um sinal ruim

Resistência é uma parte natural no fluxo da transformação, e na dose certa pode mostrar maturidade das pessoas dentro da organização.

Os agentes protagonistas, responsáveis pela transformação, podem usar essa resistência para aumentar a qualidade dos feedbacks durante cada etapa do processo.

Se você estiver preparado para gerencia-la, ela pode se tomar uma ferramenta importante para aumentar a clareza na comunicação, promover um comprometimento autêntico e criar novas oportunidades de melhoria.

O segredo está em você e seus agentes estarem prontos para conduzirem essa força na direção a favor da transformação.

#5. Resistência não pode ser resolvida, eliminada ou superada

Quanto maior for o tamanho da transformação disruptiva, maior será a resistência que você irá enfrentar.

Isso faz sentido, porque a natureza e tamanho da resistência variam conforme as ações que irão acontecer em sua organização.

É por isso que gerenciar a resistência não é tão simples quanto preencher um checklist, isto é um processo contínuo, até que a transformação esteja implementada e consolidada.

Você nunca irá resolver, eliminar ou superar a resistência à transformação. Aqui está o maior conselho: você precisa busca metodologia e dedicar tempo para saber como encontrar, entender e gerencia-la, até alcançar o resultado da transformação desejada.

O impacto de não gerenciar a resistência é claro. Pois, além da frustração e esforço exagerado, você terá um gasto acima do orçamentoatrasos e especificação técnica fora da planejada.

Em outras palavras, você não receberá aquilo que idealizou quando começo a jornada da transformação.

Quando se tratada de resistência à transformação, o foco não deve estar em se ela existe ou não, mas sim em qual é o tamanho e quais estratégias iremos usar para gerencia-la.

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